Não, não se trata de nenhuma deusa grega! Muitos não conhecem o termo, mas somos influenciados pelas egrégoras durante todo o tempo em nossas vidas.

A palavra egrégora vem do grego egrêgorein, que significa “vigiar”, “velar”, “observar”. E em termos gerais significa uma força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais). É comum ouvirmos este termo em palestras ministradas em círculos religiosos ou místicos, mas na verdade veremos que as egrégoras não são coisas “místicas”. Para entendermos melhor precisamos antes compreender que somos influenciados diariamente (acreditando ou não) por fluxos de energia. Precisamos também reconhecer a existência de centros e canais energéticos em nosso corpo, que comumente são chamados de chakras. A acupuntura, o shiatsu e a filosofia chinesa já difundiram bastante este conhecimento, não é mesmo?

Mas não somos influenciados apenas pelas energias internas. Vivemos cercados por inúmeros fluxos de energia (mentais e astrais) que nos impactam, positiva ou negativamente, em nosso dia-a-dia. E estas influências externas interagem com nossos chakras, determinando nosso bem estar, nossa saúde e nossas atividades em geral. Você provavelmente já se sentiu mal ao permanecer em um ambiente, não?! Alguns diriam que o ambiente está “carregado” ou “pesado”, outros explicariam este sentimento dizendo que não se sentem bem naquele “tipo de ambiente”. Outros ainda negariam sua própria sensibilidade e diriam que algo que comeu não “caiu bem”… Mas de fato o que sentimos é justamente a influência de determinados fluxos de forças externas que impactaram nossos canais e chakras negativamente. O mesmo pode acontecer em ambientes em que nos sentimos muito bem, em paz, alegres e até mesmo eufóricos. Neste caso, os fluxos de forças impactaram positivamente nossos canais e chakras.

Mas afinal o que é uma egrégora?

Ok, vamos direto ao ponto! Egrégoras são justamente concentrações de energia criadas quando duas ou mais pessoas têm um objetivo comum. Em uma igreja, por exemplo, naturalmente é formada uma concentração de energias de prece e fé. Em um hospital a
energia predominante é de busca pela cura. Estas energias concentradas nestes lugares
têm a capacidade de afetar a todos que os visitam ou frequentam, independentemente da Carnaval (1)consciência destes. Mas estas egrégoras não são formadas simplesmente a partir do lugar, e sim do sentimento e da mente das pessoas que ali se reúnem com um objetivo comum. Desta forma existe uma egrégora católica, uma judaica, uma da umbanda, uma do funk, uma do carnaval, uma da sua família, uma do seu trabalho, e milhares de outras.

Se você fizer uma pesquisa na internet pode encontrar a explicação que “uma egrégora é criada quando uma forma astral, mental ou espiritual encontra eco em outras formas semelhantes, e começa a crescer.” Mas peraí… Não vamos imaginar aliens se formando a partir do que pensamos ou sentimos! Esta forma é simplesmente uma concentração de energias afins, ok?! Não vamos mistificar!

Uma explicação (quase) simples seria que as egrégoras são uma “mistura organizada” de sentimentos e pensamentos afins, que geram forças energéticas que nos influenciam de acordo com nosso padrão vibracional.

Vejamos por exemplo a egrégora do Natal. Independente de nossa religião somos afetados pelo Natal, não é mesmo? Até mesmo os ateus e os não-cristãos! Alguns são afetados positivamente e sentem-se mais próximos dos ideais de Jesus, outros se sentem bem apenas por estarem com a família, outros se sentem tristes por estarem afastados da família ou qualquer outro motivo, outros ficam esperançosos. E existem aqueles que consideram o Natal apenas uma festa “comercial” e se sentem irritados. Mas todos são afetados de algum modo, não?!

Biblia

Vejamos o que acontece quando lemos a Bíblia por exemplo. Enquanto lemos, nós pensamos, criamos conceitos, sentimos algo relacionado ao que é dito e ao próprio Jesus. Milhares de outras pessoas também estarão lendo a Bíblia e também criarão conceitos e sentimentos semelhantes. Esse processo vai se repetindo ao longo de muitos anos e formando uma egrégora cristã. Então, sempre que pensamos na Bíblia entramos em contato com esta egrégora, com todos os pensamentos e sentimentos ligados a esta egrégora. Que fique entendido que não entramos em contato mediúnico com o próprio Jesus ou seus apóstolos, mas podemos ser inspirados por ideias que compõem essa egrégora, pois tais pensamentos e sentimentos podem nos influenciar a partir deste contato.

Mas podemos usar a compreensão sobre as egrégoras a nosso favor?

Sim, claro. Quando entramos em um ambiente e nos sentimos desconfortáveis, o que estamos vivenciando muitas vezes é o choque entre as energias destas egrégoras do local e as nossas energias. Em termos gerais se estamos “imersos” em egrégoras que se harmonizam conosco naquele momento, vamos nos sentir bem, e se ocorrer algum choque, vamos nos sentir mal. Quem nunca escutou um locutor esportivo falando que Woman reading book at table in libraryum time tinha vantagem por estar jogando “em casa”? A egrégora do time, fortalecida pelos seus torcedores, certamente atua mais intensamente em seu próprio campo. Então, uma das maneiras de usar a compreeensão sobre as egrégoras a nosso favor é procurar “jogar em casa”! Costuma ser bem melhor, por exemplo, estudar em uma biblioteca do que em um estádio, não é mesmo?

Mas também podemos (e devemos) entrar na frequência das egrégoras ao nosso redor. Se você for um centro de umbanda, por exemplo, deve entrar naquela vibração espiritual. Preparar-se antes e pensar em coisas boas e adequar seu sentimento àquele local e às pessoas que estão ali. As pessoas ali estão pensando em serem úteis, alegres por auxiliarem os outros, confiantes no sucesso dos problemas, etc. Se você entrar ali com um sentimento de derrota, tristeza e desanimo, vai haver um choque destas energias, percebe? Da mesma forma que se você tentar estudar num estádio de futebol durante o jogo, não vai conseguir aprender nada. Nesse caso é preciso entrar em ressonância com a egrégora dos torcedores e do time. É preciso aprendermos a entrar em ressonância com cada egrégora!

Mas existem consequências dessa ressonância que podem ser negativas. Imagine que estamos sempre cultivando sentimentos ruins. Preconceito religioso por exemplo. Certamente, cedo ou historia-do-nazismo-no-brasiltarde, esses sentimentos encontrarão reflexo em alguma egrégora. Por ressonância, iremos ver esses sentimentos intensificados, ao mesmo tempo em que fortalecemos a egrégora. E por estarmos vibrando em uma frequência semelhante, iremos nos manter magneticamente próximos dessa egrégora! Isso faz com que entremos em um circulo vicioso, em que alimentamos egrégoras negativas, que por sua vez nos levam a ser mais negativos.

Em outras palvras, nos comportamos como um aparelho de TV, sintonizando canais diferentes de acordo com o que queremos assistir. Se queremos ver um filme, não vamos ficar sintonizados em um canal de notícias. Da mesma forma, se quisermos assistir a um jogo, vamos procurar um canal de esportes.

Podemos chamar esse conjunto de “canais” disponíveis de “inconsciente coletivo”. Ele é uma fonte praticamente infinita de conhecimento e inspiração – basta sintonizar no canal referente ao assunto desejado. Mas é também a raiz de um dos maiores males da nossa sociedade atual. sala_aula_24514A internet, a TV via satélite, o facebook e os smartphones nos mantêm conectados continuamente com notícias de conflitos mundiais, com expectativas de mercado, com a crise, e com o sentimento das pessoas que por vezes nem conhecemos. E nosso foco pessoal muitas vezes é influenciado por estas influências. Em consequência disto, o uso de nosso tempo pode ser desperdiçado e nossa energia dissipada com assuntos que não nos favorecem em nada.

O Zen Budismo, assim como outras religiões de origem oriental, nos diz que devemos sempre focar nossa atenção no momento presente. Algo como “estar conectado com o presente”. Então se estamos trabalhando, devemos nos conectar inteiramente com esta egrégora, procurando nos ligar a uma energia de produtividade, de eficiência, ou de iniciativa, conforme as características específicas de nosso trabalho. Mas devemos também ficar atentos a outras energias que circulam no ambiente de trabalho! Quantas vezes experimentamos a sensação de sermos influenciados pela reclamação dos colegas? Acabamos reclamando também, né?! Nem sempre é fácil… Se você tenta se opor a esta egrégora de reclamação, acaba fortalecendo ele ainda mais. Quanto mais esforço dedicarmos a nos opor àquela egrégora, mais intensa tornamos nossa ligação. O ideal a ser feito é simplesmente não se conectar. Direcionando sua atenção a egrégoras positivas. É simples assim, embora não seja necessariamente um processo fácil. O importante é persistir, e usar a vontade de forma consciente e direcionada.

chanoyu

Enfim, o mais importante que temos que guardar em relação às egrégoras é que a nossa vontade, expressa através dos nossos pensamentos, determina a qualidade das energias externas com as quais nos harmonizamos. A VONTADE é, portanto, a nossa principal ferramenta. Usando a vontade de forma direcionada mergulhamos no potencial construído por centenas, milhares de pessoas. Em alguns casos, esse potencial é cultivado por um grupo pequeno (um centro religioso, um grupo de estudos…), e por vezes por toda a humanidade. É uma força praticamente sem limites disponível para todos. Para onde direcionarmos nossa vontade, ali estaremos!

Você gostou do texto? Que tal compartilhar e nos seguir?